Frutos Secos da Montanha
Frutos Secos da MontanhaMAGUEIJA · LAMEGO
Vale de Magueija visto da serra, com a aldeia e as encostas de souto e floresta
Castanha · Noz · Avelã — Magueija, Lamego

Uma herança de Magueija, um compromisso com a terra e a água

Produção familiar e extensiva de frutos secos na montanha. Cuidamos dos soutos, dos nogueirais e das nascentes para que esta paisagem continue a dar fruto.

Calendário de colheita

Os frutos seguem para os clientes logo após a colheita e a secagem, enquanto houver produção. Meses indicativos.

O projeto

Receber esta terra é assumir uma responsabilidade

O projeto Frutos Secos da Montanha nasce de uma herança familiar em Magueija, no concelho de Lamego, e da vontade de dar continuidade à relação entre as pessoas, a terra e a montanha.

A atividade principal é a produção extensiva de castanha, complementada pela noz e pela avelã. Procuramos conciliar a viabilidade económica da exploração com o cuidado dos solos, da água e da biodiversidade: conservar o património que nos foi transmitido, manter a paisagem produtiva e criar condições para que as próximas gerações possam continuar a viver dela.

Os frutos

Três frutos da mesma montanha

Ouriços de castanha ainda verdes num castanheiro
Fruto principal · out–nov

Castanha

Magueija integra a área geográfica de produção da Castanha dos Soutos da Lapa DOP, que abrange as variedades Longal e Martaínha. A valorização da Martaínha liga o projeto à identidade agrícola da região.

Nozes ainda no ramo, entre as folhas da nogueira
Complemento · set–out

Noz

Nogueiras conservadas e renovadas ao lado dos soutos, em regime extensivo. Nozes colhidas na queda natural, secas com cuidado e escolhidas à mão.

Jovem aveleira a crescer entre fetos junto a uma estaca de madeira
Complemento · ago–set

Avelã

A aveleira acrescenta diversidade ao mosaico da propriedade. Uma produção pequena, pensada para quem procura avelã de montanha, colhida no ponto certo.

Antigo moinho de pedra junto a uma levada, entre lameiros verdes
Moinho e levada nos lameiros de Magueija.
Uma terra com história

A “árvore do pão” e uma aldeia que já foi concelho

Magueija guarda uma longa história de organização comunitária e ligação ao território. Já tinha estatuto de concelho em 1527, mantendo-o até à integração em Lamego, em 1836. O pelourinho seiscentista permanece como testemunho dessa autonomia e da memória do lugar.

Na região, o castanheiro ocupou durante gerações um lugar central na alimentação, na economia e nos saberes rurais. Fornecia alimento e madeira para a construção, a cestaria e a tanoaria. Cuidar dos soutos é dar continuidade a esta história de trabalho e adaptação à montanha.

1527Magueija já tinha estatuto de concelho, que manteve até 1836.
Ponte antiga de pedra sobre um rio de montanha, com águas calmas e penedos
Ponte de pedra e rio de montanha na região.
A montanha e a água

O que fazemos aqui chega ao Douro

A paisagem onde o projeto se insere faz parte da bacia do rio Balsemão, integrada na bacia hidrográfica do Douro. A conservação destas terras ultrapassa os limites da propriedade: liga a gestão da montanha à proteção das águas a jusante.

Conservamos os soutos, os nogueirais, os lameiros e a vegetação autóctone. Mantemos o solo coberto, limitamos a erosão e a compactação, protegemos as nascentes e respeitamos as linhas de água, o que favorece a infiltração da chuva e a qualidade da água.

Produzir perante novos desafios

Presença no terreno, atenção às árvores, respeito pelos limites da água e do solo

O abandono rural, a perda de conhecimentos agrícolas, os incêndios, as doenças do castanheiro e a irregularidade climática são desafios reais à produção de montanha. A produção extensiva é a base da nossa resposta.

Renovar as árvores

Conservar os castanheiros produtivos e plantar os soutos do futuro.

Mosaico de paisagem

Áreas cultivadas, lameiros e vegetação autóctone lado a lado, com os habitats associados protegidos.

Menos risco de fogo

Gestão dos combustíveis e continuidade do trabalho agrícola ao longo do ano.

Observar e ajustar

Acompanhar árvores, solos, nascentes e biodiversidade para compreender os resultados e melhorar as práticas.

Castanheiros jovens com tutores numa encosta de erva seca Souto coberto de neve no inverno Castanheiros adultos carregados de ouriços
Encomendas

Peça os seus frutos secos diretamente ao produtor

Cada colheita representa a qualidade dos frutos e a continuidade de uma paisagem trabalhada com cuidado. Ao comprar diretamente, ajuda a manter a propriedade cuidada e o trabalho local.

  1. Envie o pedido
    Indique os frutos e as quantidades que pretende.
  2. Confirmamos
    Respondemos com a disponibilidade da época, o preço e o prazo.
  3. Recebe ou levanta
    Levantamento em Magueija ou em Corroios, ou envio por transportadora.
Contacto direto Email: Magueija, Lamego · Portugal
Frutos e quantidades
kg
kg
kg
Recebe uma cópia do pedido no seu email.
Perguntas frequentes

Antes de encomendar

Quando estão disponíveis os frutos?

Logo após a colheita e a secagem: a avelã a partir de agosto e setembro, a noz em setembro e outubro e a castanha em outubro e novembro. A produção é limitada e os pedidos são atendidos por ordem de chegada.

Como sei o preço?

O preço depende da época e da quantidade. Depois de receber o seu pedido, respondemos por email com a disponibilidade, o preço e o prazo, e só depois de confirmar a encomenda fica garantida.

Fazem envios?

Sim. Pode levantar a encomenda em Magueija (Lamego) ou em Corroios (Seixal), ou pedir envio por transportadora. Combinamos o dia e a hora de levantamento na resposta ao pedido. O custo do envio é indicado na nossa resposta.

Como conservar a castanha, a noz e a avelã?

A castanha guarda-se no frigorífico, em saco de papel ou rede, e deve ser consumida nas semanas seguintes ou congelada. A noz e a avelã com casca conservam-se em local fresco, seco e arejado, longe da luz.

Vendem a restaurantes, lojas ou cabazes?

Sim, sempre que a produção o permita. Indique na mensagem do pedido as quantidades e as datas de que precisa.